quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Pálido Ponto Azul: Carl Sagan
"Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que nós conhecemos". Carl Sagan (1934-1996)
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Quem são elas?
Nos últimos dias postei dois videos da neurocientista carioca Suzana Herculano-Houzel e hoje postei um da filósofa americana Ayn Rand sem sequer apresentá-las; então, corrigindo essa pequena falha segue abaixo uma mini biografia das duas.
Suzana Herculano-Houzel é Bióloga, professora universitária (UFRJ) e autora de inúmeros trabalhos na área de neurociência. Descobri garimpando no youtube que ela tem (ou tinha) um quadro no programa Fantástico da rede globo (que não assisto), o que combina muito bem com seu jeito didático de passar temas complexos numa linguagem acessível. Maiores informações no site dela: www.suzanaherculanohouzel.com .
Ayn Rand (1905-1982) foi escritora, dramaturga e roteirista, nascida na Rússia e radicada nos EUA, desenvolveu um sistema filosófico chamado de "Objetivismo" em que defende o individualismo filosófico, o liberalismo econômico e o egoísmo racional. Suas principais obras são: A Nascente e A Revolta de Atlas.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Paulo Leminsk
Bem no fundo
No fundo, no fundo,bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O mal está em todos nós - Philip Zimbardo
Em entrevista à revista Veja (Ed.2335 de 21 de agosto de
2013), o psicólogo americano Philip Zimbardo retoma o tema da maldade humana e
suas raízes. Famoso na década de 1970 por seu experimento em parceria com Stanley Milgram na Universidade
Stanford, em que chega a conclusão de que o mal “repousa dentro das pessoas” e
que apenas 10% das pessoas permanecem imunes àquelas situações que poderiam
levá-las a agir de forma má; ou seja, todos nós – a depender das circunstâncias
– podemos cometer atos atrozes e de intensa maldade. Em sua pesquisa Zimbardo
também observou que militares nazistas, guardas de campos de concentração,
torturadores de regimes ditatoriais não são uma espécie de “monstros” especiais
que se destacam da multidão; são, antes, pessoas comuns, sem desvios de
personalidade e “em geral, indivíduos normais, com vida comum, até assumirem a
função” e conclui afirmando que qualquer um pode ser treinado para se tornar
torturador.
A entrevistadora pergunta se existem pessoas que são
mais propensas a praticar o mal, e o psicólogo é categórico ao afirmar que sim,
que além do grupo dos psicopatas (que representam 1% da população), pessoas que
sofreram alguma espécie de violência brutal em qualquer momento de sua história,
têm uma tendência maior a praticar tais atos no futuro. Do mesmo modo, também existem pessoas mais
resistentes a prática da maldade, como exemplo temos os indivíduos altamente
críticos que não se submetem a sistemas que consideram injustos e se rebelam
contra todo tipo de tirania. Para Zimbardo, “a melhor vacina contra a prática
do mal é o exercício permanente da autocrítica”.
Para saber mais
leia o livro O Efeito Lúcifer (Ed. Record) de Philip Zimbardo, e veja também a pesquisa de Alexander
Haslam e Stephen Reicher, da Escola de Psicologia da Universidade de
Queensland, na Austrália que contesta o experimento de Zimbardo e Milgram (Contesting the "Nature" Of
Conformity: What Milgram and Zimbardo's Studies Really Show). Os psicólogos australianos discordam de Zimbardo e MIlgram quando eles sentenciam
que “a obediência aos desmandos de autoridades mostrava que os seres humanos
normais tendiam a se conformar com a tirania”, e propõem, por sua vez, que essa obediência se
deve ao fato de a pessoa se identificar com a autoridade e acreditar estar
fazendo a coisa certa. Com certeza são duas boas leituras para nos fazer
entender um pouco mais dessa porção de maldade que habita em todos nós.
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