sábado, 21 de abril de 2012

Transtornos de Personalidade (esboço de aula)


TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE

São quadros mentais que se caracterizam por padrões desajustados de condutas que não são suficientemente definidos para serem considerados de natureza neurótica ou psicótica.

Personalidade Paranóide

hipersensibilidade nas relações interpessoais
desconfiança
agressividade
 pouco senso de humor e superficialidade nos contatos afetivos
 tensão evidente
costuma projetar suas autocríticas

Personalidade Ciclotímica

períodos alternantes e repetitivos de elação e depressão
exagerada oralidade
luta entre o ego e o superego
etiologia: a criança foi criada em situações ambíguas de satisfação ou frustração de impulsos afetivos.

Personalidade Esquizóide

timidez, hipersensibilidade, isolamento
 fuga as relações íntimas
excentricidade, devaneios
inabilidade para expressar agressividade
acentuado narcisismo
etiologia: narcisismo primário alimentado num ambiente familiar anômalo onde o potencial de frustração foi muito grande, principalmente no que se refere a superação do conflito separação-individuação

Personalidade Explosiva

conhecida também como personalidade epiléptica
 explosões de raiva com agressividade verbal e/ou física
hipersensibilidade a pressões ambientais
egocentrismo, circunstancialidade, pedantismo e religiosidade
etiologia: aprendizagem de resposta explosiva as pressões do meio, distúrbios do lobo temporal.

Personalidade Obsessivo-compulsiva

exibe padrões de comportamento típicos do TOC, mas não é considerado como tal, uma vez que suas atitudes habituais não são sentidas como sintomas.
Ordem, meticulosidade, preocupação com detalhes, regras e formalidades
etiologia: traços de caráter anal.

TEORIAS E TÉCNICAS EM PSICOTERAPIA (Esboço de Aula)


TEORIAS E TÉCNICAS EM PSICOTERAPIA


1.       OBSERVAÇÕES GERAIS: 
- Campo em estado experimental
- Necessidade de se construir teoria
- Inscrever tal teoria em uma concepção antropológica totalizadora
- Descrever os fatos que emergem na experiência psicoterapêutica
- Esse campo compartilha toda a problemática ideológica das ciências humanas

2.       CONCEITO:
“é um relacionamento e uma interação entre um individuo com um problema emocional que procura ajuda e um técnico que seja capaz de ajudá-lo a efetuar sua resolução. A natureza desse relacionamento terapêutico, e das transações entre os dois participantes, é estruturada e moldada pelas atitudes e intervenções, implícitas e explicitas, do terapeuta e, secundariamente, pelo paciente”.
Obs. Todos os tipos de psicoterapia implicam alguma espécie de aliança terapêutica na qual os aspectos sadios do ego do cliente formam uma parceria com o terapeuta, onde ambos se opõem aos elementos neuróticos da vida mental do cliente, com a intenção de influenciá-los ou alterá-los.

3.       OS EIXOS DO PROCESSO:
FOCO             ATIVAÇÃO DAS FUNÇÕES EGÓICAS               RELAÇÃO DE TRABALHO PERSONIFICADA
Ativando-se as funções egóicas do cliente, torna possível elaborar de modo focalizado a problemática inserida em uma situação vital específica, com base na orientação, no estímulo e nas realizações simbólicas do vínculo vivido numa relação de trabalho personificada com o terapeuta que  inclui a correlata ativação das funções egoicas deste ultimo.

4.       DELIMITAÇÕES TÉCNICAS DAS PSICOTERAPIAS:
A-     PSICOTERAPIA DE APOIO
Objetivos:
- atenuação ou supressão da ansiedade e de outros sintomas clínicos.
- modificar algumas linhas de comportamento estimulando tentativas de aquisição de novos.
Estratégia:
- estabelecer um vínculo terapêutico encorajador, protetor, orientador (ser objeto bom).
Atitude do Terapeuta:
- ativo, participante, diretivo e muito próximo.
Intervenções:
- sugestivo-diretivas.
Vínculo objetal:
- transferencial divalente e papel real diretivo     .

Indicações:
- deficiência primária de inteligência.
- superego débil.
- idade avançada.
- fatores de realidade: tempo, dinheiro, contexto e local de atendimento.
- adaptação neurótica firmemente reforçada.
- impulsos ou comportamento autodestrutivo.
- incapacidade de tolerar ansiedade e frustração.
- padrão de defesas simples e cristalizadas.
- introspecção excessiva.                 
- modelo de adaptação aloplástico.
- clientes trazidos pela família e que não aceitam a existência da enfermidade.
- rompimento de intimo laço emocional por perturbações neuróticas.
- clientes com padrões de isolamento e fracasso em estabelecer significativas relações de objeto.
- clientes submetidos a grave regressão e descompensação do ego.
- clientes que apresentaram episódios psicóticos ou que necessitam de hospitalização.
- indivíduos cujo padrão de vida tem sido uma serie de fracassos, adaptações ineficazes ou importante alteração, ruptura ou defeito nas funções do ego.

B-      PSICOTERAPIA DE ESCLARECIMENTO:
Objetivos:
- recuperação do equilíbrio homeostático.
- desenvolver no cliente uma atitude de auto-observação e um modo de compreender suas dificuldades.
Estratégias:
- estabelecer uma relação de indagação, centralizada no esclarecimento das conexões significativas entre a biografia, a transferência de vínculos básicos conflituosos para as relações e os sintomas.
- destina-se a clarificar especialmente a situação de crise.
Atitude do terapeuta:
- ativo, participante, com iniciativas em relação ao diálogo e discretamente próximo.
Intervenções:
- interpretações atuais e históricas de vínculos básicos conflituosos (complementadas com interpretações transferenciais).
Vínculo objetal:
- reforço da relação real com papel social especializado e correlativa inibição do vínculo transferencial.
Indicações:
- melhor nível global de adaptação antes do aparecimento da perturbação.
- maior capacidade para manter relações objetais.
- Motivação e determinação conscientes de procurar a natureza básica dos conflitos subjacentes, elaborá-los e resolve-los.
- aptidão para introspecção e conhecimento de sua mais profunda vida emocional e habilidades para tomar medidas externas eficazes.
- padrão e eficácia das defesas do ego antes da terapia.
- capacidade para tolerar ansiedade e frustração.
- ausência de fixação em nível pré-fálico.
- idade: adulto jovem.
- disposição e condições para relacionamento terapêutico (tempo).
- situação ambiental favorável.

C-      PSICANÁLISE:
Objetivo:
- reestruturação, a mais ampla possível, da personalidade.
Estratégia:  
- desenvolvimento e elaboração sistemática da regressão transferencial.
Atitudes do terapeuta:
- passivo, silencioso.
- interpretativo e distante quanto ao contato pessoal.
Intervenções:
- interpretações transferenciais.
Vínculo objetal:
- transferencial ambivalente alternado com o papel real discriminador.

5.       AVALIAÇÃO TERAPEUTICA DO PACIENTE:
A-     História clínica (anamnese)
B-      Comportamento na entrevista: como responde e reage a nós.
C-      Contatos com outras pessoas.
D-     Testes psicológicos.
E-      Ensaio terapêutico.

6.       O CONTRATO TERAPEUTICO:
A-     Esclarecimento do acordo.
B-      Prognósticos.
C-      Qualificação profissional e pessoal do terapeuta.
D-     Honorários.
E-      Tempo (do tratamento, das visitas semanais e da duração das visitas)
F-      Ausências.
G-     Sigilo.
H-     Outros fatores: ambiente físico, interrupções, tomar notas, gravar etc.

















terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A aposta de Pascal

No fragmento 233 da coletânea Pensées, o matemático, físico e filósofo Blaise Pascal (1623-1662) apresentou o que hoje se conhece como a aposta de Pascal. Trata-se de uma proposta de decisão, colocada na forma de uma aposta incontornável, isto é da qual ninguém pode fugir. Esta aposta pode ser resumida da seguinte forma:
Como alguém que escolhe ser cristão pode perder? Se, ao morrer, constatar que Deus não existe e sua fé foi em vão, não perdeu nada - pelo contrário, viveu uma vida com mais percepção de sentido e esperança do que um descrente. Se, no entanto, há um Deus e um céu e um inferno, então ganhou o céu, ao passo que um descrente perdeu tudo.
Com sua aposta, Pascal não pretende provar a existência do Deus da Bíblia, como conjecturam alguns. Aliás, Pascal enfatiza num parágrafo introdutório que não se pode provar a existência de Deus pela razão. Em outro fragmento de Pensées ele explica que uma prova da existência de Deus precisa ser relacional: "Nós conhecemos Deus somente através de Jesus Cristo... Todos que afirmam conhecer Deus, e o provam sem Jesus Cristo, tem somente provas débeis. No coração de cada ser humano há um vazio dado por Deus, que somente Ele pode preencher através de seu filho Jesus Cristo."

O Jansenismo


O jansenismo foi um movimento de caráter dogmático, moral e disciplinar, que assumiu também contornos políticos, que se desenvolveu principalmente na França e na Bélgica, nos séculos XVII e XVIII, em reação a certas doutrinas e práticas no seio da Igreja Católica. Tem esse nome por ter sua origem nas ideias do bispo de Ypres, Cornelius Jansen (1585-1640).
Podemos distinguir no jansenismo três diferentes aspectos, cada um deles representado por uma personalidade importante na história do jansenismo.
·         o dogmático, representado pela obra Augustinus, de Jansen, e que incidia principalmente na doutrina sobre a graça e o pecado;
·         o moral, que dizia respeito sobretudo aos sacramentos, nomeadamente a Eucaristia e a Penitência, e no qual encontramos em Antoine Arnauld o principal promotor;
·         o disciplinar, relativo sobretudo à relação com as autoridades eclesiásticas, e que derivou num sentido político, cujo principal defensor foi o Abade de Saint-Cyran.
Os aspectos dogmáticos do jansenismo têm uma grande importância, na medida em que dão origem e sustento às outras dimensões. Muitas das prescrições morais e disciplinares do jansenismo são consequência das suas posições dogmáticas.
A doutrina jansenista baseia-se numa leitura crítica da teologia de S. Agostinho e nas propostas do teólogo Miguel Bayo, e apresenta um nítido parentesco com as doutrinas agostinianas que deram origem à Reforma Protestante, sobretudo nas doutrinas calvinistas, sobre a graça, a natureza humana e a predestinação.
O ponto central e essencial é uma antropologia pessimista, que vê no pecado original a corrupção da natureza humana, doravante incapaz de qualquer obra boa e fatalmente inclinada para o mal.
Intrinsecamente corrompido pelo pecado, o homem torna-se um joguete de duas forças antagónicas: a concupiscência e a graça. Cada uma delas exerce sobre o homem uma determinação interna a que ele não pode resistir. Ou seja, assim como o homem que recebe a graça age forçosamente segundo essa graça, assim também aquele a quem a graça não é dada segue fatalmente a concupiscência. A liberdade do homem salvaguardar-se-ia pelo facto de tanto a graça como a concupiscência apenas determinarem o homem internamente, deixando-o livre da coacção externa. Nisto consiste a diferença em relação ao protestantismo. A graça, portanto, é de tal modo determinante que, uma vez recebida, o homem não pode resistir-lhe.
São diversas as implicações desta doutrina. Por um lado, o pecado pessoal significa necessariamente uma privação da graça: quem peca, é porque não tem graça, pois se a tivesse agiria segundo ela. Por outro lado, o homem não tem mérito nas boas obras, pois elas são fruto da graça que interiormente o determina, e não da sua liberdade. Além disso, o homem privado da graça peca infalivelmente e é incapaz de qualquer boa obra, pois segue sempre a concupiscência. Daí que as obras dos infiéis sejam sempre pecado, pois estão privados da graça eficaz proveniente da redenção de Cristo.
Uma outra implicação brota desta doutrina: o homem só realiza boas obras por virtude da graça eficaz. Ora, tal graça não é sempre concedida, mas é Deus que com absoluta liberdade determina a quem a concede. Logo, é Deus que determina quem são os que realizam boas obras e, consequentemente, aqueles que se salvam e aqueles que se condenam. A consequência lógica do jansenismo é a doutrina da predestinação. Aqui temos mais um forte ponto de contacto com o calvinismo.
Por conseguinte, Cristo não morreu por todos os homens, mas somente por aqueles que se salvam, os eleitos, e só esses recebem a graça. No fundo, com o jansenismo assistimos a uma reação à Soteriologia do Concílio de Trento através da tentativa de restauração das doutrinas agostinianas no seio da Igreja Romana.
Todas estas doutrinas, estão presentes no Augustinus, e foram condenadas diversas vezes, por diversos Papas.

Blaise Pascal e as 'Provinciais'

Mas entretanto surgiu uma outra personagem, cuja intervenção na luta jansenista foi determinante. Referimo-nos a Blaise Pascal (1623-1662), grande matemático e filósofo, apesar da sua curta vida.
Em 1656, no cerne da controvérsia motivada pelas condenações pontifícias e pela expulsão de Arnauld da Sorbonne, Pascal encontra-se com este em Port-Royal e aceita um convite para por o seu talento literário ao serviço da causa.[26]
Assim, em 23 de Janeiro de 1656, surge a primeira das Provinciais, com o título Lettre écrite à un provincial par un de ses amis sur le sujet des disputes récentes de la Sorbonne. Aparecem sob a forma de cartas dirigidas a um amigo morador na província, sobre os acontecimentos em Paris.
Pascal escreveu um total de 18 cartas Provinciais, sendo a última datada de 24 de Março de 1657. Podemos dividi-las em dois tipos: as cartas 1-3 e 17-18 têm conteúdo dogmático e dirigem-se contra a Sorbonne e a condenação das cinco proposições; as restantes são de conteúdo moral e elegem como adversários os jesuítas.
As Provinciais foram colocadas no Índex em 1657. Contudo, como protesto da consciência cristã contra os abusos do laxismo, tiveram o seu resultado: O Santo Ofício, sob Alexandre VII, em 1665-1666, e sob Inocêncio XI, em 1679, condenou um total de 110 proposições laxistas, 57 das quais provinham indirectamente das Provinciais.
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Jansenismo



sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Amigos, feliz ano novo para todos vocês, e que esse ano de 2012 seja cheio de realizações e muita paz!
Deixo uma reflexão retirada do livro A arte da prudência, de Baltazar Gracián: "Aprenda a fazer vista grossa à maior parte do que acontece entre amigos, conhecidos e principalmente inimigos. Tudo que é mesquinho irrita e, dependendo da condição, molesta. Respirar algo desagradável é uma espécie de mania. Em geral, o mesmo acontece com a maneira de se comportar, que varia segundo o coração e a capacidade de cada um".
Feliz 2012!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Amazing Grace

Essa é a história de um dos mais belos hinos em estilo "spiritual gospel" composto por John Newton, ex-traficante de escravos que teve um encontro com Deus ao ouvir essa melodia, vindo talvez dos porões do navio negreiro que conduzia, abarrotado de homens e mulheres, arrancadaos de sua terra - o continente africano - para serem escravizados na América. Veja abaixo a letra e sua tradução e assista ao vídeo clicando no link.

Amazing Grace

Amazing grace, oh how sweet the sound
That saved a wretch like me
I once was lost, though now I'm found
I was blind, but now I see
When we've been there ten thousand years
Bright shining as the sun
We've no less days to sing God's praise
Then when, when we first begun
Through many dangers, toils and snares,
I have already come
Jesus' grace that brought me safe thus far,
and grace will lead me home.
Amazing grace, oh how sweet the sound
To save a wretch like me

I once was lost, but now I'm found
I was blind, but now I see

Maravilhosa Graça

Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.
Quando estivermos lá há 10 mil anos,
Brilhantes como a luz do sol,
Não teremos menos dias para cantar louvores a Deus
Do que quando, quando começamos no princípio
Por muitos perigos, labutas e armadilhas,
Eu já passei
A graça de Jesus me trouxe seguro, tão distante,
e a graça me conduzirá até o lar.
Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu

Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.

 VÍDEO
http://youtu.be/3la3ROhGIOU

domingo, 4 de setembro de 2011

Freud e as pessoas "que não querem incomodar". Parte 1

Já ouviu aquela história do sujeito que é convidado para algum evento e responde com questionamentos sobre a intenção de quem o convidou e depois ainda diz que não quer incomodar?
A cena é mais ou menos assim:
- Oi Juliana, quanto tempo né menina, quer almoçar comigo logo mais?
- Não vai lhe atrapalhar? Sei lá, você é tão ocupado, de repente você pode querer almoçar com outras pessoas.
- Claro que não Juliana, se estou lhe convidando...
- É, mas, você pode ter  algum compromisso e aí eu vou acabar te atrapalhando e eu não quero incomodar.
Outro exemplo ainda mais contundente que o anterior: um sujeito oferece uma carona para outro pelo simples fato de que obrigatoriamente passará pelo lugar para o qual o outro está indo, e obtém como resposta a pérola abaixo, que como veremos, acaba em recusa:
- Não vai lhe atrasar? Sei lá, não quero incomodar. Melhor não, não quero tirar você de seu caminho, eu dou um jeito, pode ir...

Bem, porque será que essas pessoas se preocupam tanto em não incomodar, não atrapalhar? Certamente não é porque desejem isso. Aprendemos com Freud que existem motivos ocultos (inconscientes) por trás dessa aparente benevolência.
O principal motivo parece ser o desejo (inconsciente ou não) de não estar com a pessoa que o convida, seja por alguma rusga não resolvida no passado e causadora de ressentimentos presentes, seja por uma autoestima baixa que corre o risco de piorar na presença do outro, ou mesmo por uma agressividade dissimulada em que a recusa ao convite faz a função de elemento punitivo.
Um outro elemento interessante é a onipotência do pensamento do sujeito que "não quer incomodar", ele pensa por todos, e se julga conhecedor do pensamento alheio. Para esses indivíduos, a palavra do outro que oferece ajuda não merece crédito, pois, ele prefere crer em suas fantasias de estar incomodando, apesar de todas as alegações em contrário, e isso é que realça o caráter irracional dessa conduta.

Há também aqueles casos que decorrem de um temperamento extremamente introvertido, ou  ainda aqueles indivíduos que se encontram com distúrbios de comportamento, em que os sintomas de isolamento ou fobia social os leva a restringir (ou mesmo a abolir, nos casos mais graves) seus contatos com o semelhante.
Entretanto, excetuando-se os casos em que o sujeito utiliza esse argumento (não querer incomodar) de forma consciente para fugir a um encontro desagradável, ou é fruto de algum distúrbio psicológico, nos demais casos podemos ver traços de soberba em ação, camuflada sob a aparência de uma preocupação com o outro.